domingo, 28 de junho de 2026

Sempre lutei contra o tempo.

 Sempre lutei contra o tempo,

Sempre lutei para amar.

Só que o mundo tem espinhos 

Que não podemos limpar 

E assim passam os anos.

Até a vida acabar.

Mas se o tempo é compasso 

Que não podemos deter,

Que a pressa não mude o traço 

do que insistimos em ser.

Se a ferida é memória 

do espinho que se pisou,

o cicatrizar é história 

de quem,no fim, não quebrou.


Não há de ser o cansaço 

que nos vai fazer parar;

enquanto houver um espaço,

ainda valerá amar.

Que a vida passe no vento,

mas salvamos o coração.

Felizarda Faustino


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