terça-feira, 14 de julho de 2026

14 de junho de 2026

 Hoje foi um daqueles dias em que a verdadeira batalha começou antes mesmo de eu passar pela porta 🚪. Houve uma luta silenciosa entre a vontade de ficar e a necessidade de ir, mas eu venci. Escolhi calçar os tênis, enfrentar o caminho e dar a minha volta. Foram dois quilómetros para lá e dois quilómetros para cá. Quatro quilómetros de asfalto mas que pesam como a montanha conquistada. A cada passo na ida,fui deixando para trás a hesitação . A cada que passo no regresso, fui trazendo comigo a certeza de que a minha força continua aqui. Se há uma lição que guardo de hoje, é esta: eu ainda consigo. O meu corpo respondeu, a minha mente resistiu e eu consegui dar a volta ----- em todos os sentidos da frase. Que o orgulho que sinto agora; enquanto escrevo estas linhas, fique guardado na memória para os dias mais cinzentos.
Eu sou capaz. Hoje provei-o a mim mesmo.

Bom dia amigos desabafos para ganhar força, porque não é sinal fraqueza.🌹🌹🌹🌹


segunda-feira, 13 de julho de 2026

Eco de Vidro Partido

 A sinceridade é um cristal transparente. Quando  confie em ti , entreguei-te esse vidro nas mãos, sem medo, acreditando que ias cuidar do  seu brilho tanto quanto eu. Desarmei o meu peito e fiz da tua presença o meu porto seguro.

Mas o que fizeste foi outra coisa.

Pelas costas, transformaste as minhas verdades em moedas de troca, espalhando palavras sussurradas à sombra, onde sabias que eu podia ouvir. O eco da tua traição chegou até mim, não como um sussurro, mas como o som de algo precioso a quebrar-se  no chão. E vidro partido não se cola; corta.

Quem escolhe a penumbra das minhas costas para falar,perde para sempre o direito à luz do meu olhar. Não há espaço para o teu ruído no meu silêncio. Por isso , recolho o resto de mim e fecho o livro. Este ponto final não é desenhado com raiva, mas com a tinta da minha própria dignidade. Afasto-me  sem olhar para trás, porque quem não soube abrigar a minha alma, nunca mais saberá onde me encontrar.

Felizarda Drumond.



O Tempo e a Maturidade: A Arte de saber viver.

 Quando somos mais novos, vivemos com a ilusão de que o tempo é infinito. Dias , meses e anos parecem estender -se à  nossa frente com um horizonte que nunca mais acaba. Nessa pressa da juventude, é fácil viver no piloto automático, sem dar valor aos pequenos momentos, à rotina ou ao milagre que é  acordar todos os dias. Os jovens correm atrás do futuro, esquecendo -se de habitar o presente. Só com o passar dos anos e com a chegada da maturidade é que os nossos olhos se abrem para a verdadeira beleza da vida. Percebemos que o tempo é o bem ❤️‍🩹 mais precioso que temos ----- e que ele não volta ➰ atrás. Aprendemos que a verdadeira felicidade não está nas grandes correrias, mas 🙂‍↕️ na voltinha que damos de manhã,no sabor do pequeno almoço, no cuidado que temos com a nossa casa e no civismo de zelar pelo que é de todos. Enquanto uns insistem em desrespeitar as regras e em desperdiçar os seus dias com o que não importa, quem tem a sabedoria da idade sabe que cada minuto é uma dádiva. Ter a consciência de que qualquer tarefa cumprida é um triunfo é o sinal de uma vida plena. A juventude pode ter força, mas é a maturidade que tem o privilégio de saber saborear o tempo.

Felizarda Drumond Faustino. 13/07/26.

domingo, 28 de junho de 2026

Sempre lutei contra o tempo.

 Sempre lutei contra o tempo,

Sempre lutei para amar.

Só que o mundo tem espinhos 

Que não podemos limpar 

E assim passam os anos.

Até a vida acabar.

Mas se o tempo é compasso 

Que não podemos deter,

Que a pressa não mude o traço 

do que insistimos em ser.

Se a ferida é memória 

do espinho que se pisou,

o cicatrizar é história 

de quem,no fim, não quebrou.


Não há de ser o cansaço 

que nos vai fazer parar;

enquanto houver um espaço,

ainda valerá amar.

Que a vida passe no vento,

mas salvamos o coração.

Felizarda Faustino


Memórias que não apagam.

 O colar da minha mãe,

que eu tanto admirava,

Não era pérola verdadeira.

Mas para mim era esmeralda.


O colar que em criança.

Sempre o vi colocar,

mais tarde quando cresci.

Ainda o vim a usar.


Não é preciso ser rico.

Para conseguir brilhar,

Que o colar que ela tinha,

Todos podiam comprar.


O colar da minha mãe.

Que eu ando a recordar,

São coisas de criança,

Que não consigo apagar.


Felizarda Faustino .

sexta-feira, 12 de junho de 2026

O confronto Diário: Mente vence o corpo.

 Os anos avançam e, com eles, parece surgir uma resistência silenciosa. Sinto o corpo mais pesado, como se cada movimento exigisse um esforço,extra,e, ironicamente,o cérebro 🧠 parece conspirar a favor dessa inércia, encontrando justificativas para a preguiça 🦥 que se instala. Hoje percebo que levantar para a higiene pessoal,sair para caminhar ou simplesmente ir ao café tornou -se um exercício de vontade. É uma luta diária contra a gravidade física e a hesitação mental. Mas no meio desse confronto, uma certeza se impõe: Eu não posso me deixar vencer. O movimento é a vida, sei que,se parar agora a inércia só aumentará. Por isso, decidi que não vou mais negociar com o cansaço. A partir  de agora a ação vem antes da vontade. Vou tratar cada pequena tarefa ---- o banho,a caminhada 🥾; o café ---- como uma vitória necessária. Afinal, a disciplina de continuar em movimento é o que garante que eu continue a ser dono do meu próprio caminho. 12 / 6/2026.