domingo, 20 de setembro de 2026
terça-feira, 1 de setembro de 2026
Um pequeno projeto em andamento.
quinta-feira, 13 de agosto de 2026
11de agosto. Hoje caí.
Quantos mais tombos darei daqui para a frente? Houve um tempo em que as minhas quedas eram outras. Eram os trambolhões da vida,as rasteiras do destino 🔮,as desilusões que a gente curava sacudindo a poeira e seguindo em frente. Hoje não. Hoje são os tombos do corpo 💀, a física a sobrepor -se à vontade,a pura e simples falta de equilíbrio. Tudo por causa de um quadro 🖼️ que não estava ao meu gosto. Olhei para ele ,vi a inclinação errada e a minha teimosia não descansou. Fui arranjar-lo. Porque a casa 🏡 ainda é o meu território e meu olhar ainda exige a perfeição que as minhas mãos sempre procuraram dar ao mundo. Só que os pés já não acompanham a rapidez da intenção. Logo de seguida,o meu filho pergunta se está tudo bem. " Caí", disse-lhe eu, com a transparência quase banal de quem constata o óbvio. E ele remata, com essa autoridade invertida que os filhos vão somando com os anos: "Não sabes que já não deves fazer certas coisas?"
Giro, não é?
De repente,a vida troca-nos as voltas e passamos a ser nós os alvos das recomendações e dos e dos raspanetes. O meu filho acha que me protege ao desenhar -me uma linha que não devo cruzar, mas esqueceu-se de que a vontade de pôr as coisas no seu devido lugar não envelhece ao mesmo ritmo que as pernas. Não sei quantos mais tombos darei. Mas sei que, enquanto olhar para a parede e vir um quadro torto, haverá sempre em mim essa teimosia bonita ---e um bocado perigosa --- dei querer endireitar.
Felizarda Drumond Faustino 13 de agosto 2026
🌹🌹
terça-feira, 11 de agosto de 2026
"Olhar para trás"
Olhar para trás nunca foi o meu caminho preferido. Sempre preferi a promessa do futuro ao peso do que já vivi em mim. Mas hoje , por um instante , parei. Olhei para a estrada dobrada pelas sombras dos anos e dei por mim a fazer a pergunta que quase me tira o fôlego: como é que eu consegui? Pensei nos dias em que o ar parecia faltar, nas tempestades que ameaçavam não ter fim e no silêncio pesado de tantas noites em que a vida me exigiu mais do que eu achava ter para dar. Pensei nas certezas que desabaram, nos recomeços que doeram e nas feridas que tive de curar em silêncio para continuar a caminhar. E , no entanto contra todas as probabilidades, aqui estou. Não sei exatamente onde fui buscar tanta força. Houve momentos em que a minha coragem não foi um grande ato de bravura, mas apenas aquele murmúrio quieto ao fim do dia a dizer: "amanhã tento outra vez". Resisti quando parecia impossível, continuei quando o corpo e a alma pediam para parar, e atravessei territórios que pareciam desenhados para me destruir. Hoje percebo que não preciso de gostar de olhar para trás para reconhecer o valor da minha jornada. O passado pode até ser um lugar difícil de visitar, mas é também a prova viva de que sou maior do que tudo aquilo que me tentou derrubar. Não piso essas memórias com nostalgia, mas com um respeito profundo por quem fui nas horas mais escuras --- porque foi essa pessoa, exausta e ferida, que garantiu que eu estivesse aqui hoje. Consegui porque continuei. Consegui porque, no fundo, a minha vontade de viver e vencer sempre foi maior do que qualquer tempestade.
Felizarda Drumond.
quarta-feira, 29 de julho de 2026
Registo para a Memória
É profundamente doloroso olhar para trás e ver anos de dedicação, presença e ajuda serem simplesmente apagados, como se nada disso tivesse existido. Ver uma filha dizer com leveza que nunca foi ajudada não é apenas uma injustiça; é a negação de tudo o que se fiz por ela.
domingo, 26 de julho de 2026
segunda-feira, 20 de julho de 2026
O Peso da Generosidade Sem Limites.
O"Às vezes, a vida parece um fardo pesado, mas a verdade é que , muitas vezes, somos nós que carregamos pedras que não nos pertencem. Ajudamos de coração aberto, sem segundas intenções, apenas pelo prazer de estender a mão. No entanto,a linha entre a bondade e a anulação é muito ténua. É doloroso perceber que, quanto mais nos doamos sem interesse, menos valor recebemos em troca. O que era um gesto de carinho transforma-se inexplicavelmente, numa exigência. E a culpa, no fundo, também é nossa. Somos culpados quando dizemos 'sim' ao mundo e um 'não' gigante a nós mesmos. Ensinamos as pessoas como nos devem tratar através daquilo que toleramos. Ajudar é uma virtude; deixar -se esgotar por quem só sabe pedir é um erro. Aprender a colocar limites não é egoísmo, é sobrevivência.😓🙍😞
domingo, 19 de julho de 2026
Um Obrigado do Fundo do Coração ! ❤️
Hoje tirei um momento para olhar para o cantinho do meu blog e ver os 29 seguidores que oficialmente me acompanham por aqui. Sei que, na correria do dia a dia, nem todos conseguem passar cá sempre, mas quero que saibam que cada um de vocês é muito especial. Muitos são amigos de longa data, que estão comigo desde que abri este blogue e decidi partilhar um pouco do meu tempo convosco. Mas os meus agradecimentos não ficam por aqui. Quero deixar um" muito obrigado" gigante também a tantas outras pessoas espalhadas pelo mundo que, mesmo sem estarem na lista de seguidores, acabam por aterrar aqui. A todos os que tiram um minuto do vosso dia para ver as pequenas coisas que coloco --- os meus pensamentos, as minhas partilhas, os meus desabafos ---,o meu mais sincero agradecimento. Saber que, algures no mundo, alguém lê o que escrevo dá um sentido ainda maior a este espaço. Este blogue é feito para passar o tempo, mas são vocês que o tornam verdadeiramente especial.
Um abraço 🫂 virtual bem apertado para todos, estejam perto ou longe! 🌍✨.
O Tempo, os Projetos e as Minhas Vitórias
Às vezes dou por mim a pensar se este hábito de começar e não acabar será, no fundo, uma questão de idade. Olho para trás e vejo os pequenos começos espalhados pelo caminho. Uma parte de mim diz que agora,a esta altura da vida, já não irei perder este hábito; ele já se instalou,já faz parte da minha rotina. Mas o tempo também nos trás uma miopia seletiva muito bonita: a capacidade de focar no que realmente importa. Com a idade que tenho , aprendi que tudo é uma vitória. O acordar, o tentar , o dar o primeiro passo --- tudo conta. Por isso , decidi mudar a perspectiva. Se este hábito de deixar as coisas a meio insistir em ficar, que a persistência em continuar a tentar seja a minha verdadeira conquista. Que esta transformação seja mais uma vitória 🏅 para escrever nas minhas memórias. Afinal, a vida não se mede apenas pelos livros 📚 terminados, mas pela coragem de continuar a escrever novas páginas.✍️✍️⌨️
sábado, 18 de julho de 2026
Título: Quando o corpo quer, mas a mente diz"não": tu também te sentes assim?
Sabe aquele dia em que acordamos com planos, a querer ser produtivos, mas parece que a nossa cabeça simplesmente recusa cooperar? É exatamente assim que me sinto hoje. Um cansaço que não é físico, uma sonolência que o café ☕ não cura e uma mente que parece ter entrado em modo de segurança. Às vezes cobramo-nos tanto que nos esquecemos de uma verdadeira básica : a mente também esgota. Vivemos bombardeados por estímulos, decisões, ecrãs e prazos. Tentamos dar conta de tudo o tempo todo e, quando o cérebro 🧠 finalmente puxa o travão de mão ✋, culpamo-nos. Mas a verdade é que o esgotamento mental é tão real quanto o cansaço depois de correr uma maratona. Hoje , a minha cabeça não me deixa pensar direito. Escrever sempre foi o meu porto de abrigo. Este blogue é o meu passatempo, o espaço onde venho respirar um bocadinho de mim. Mas hoje,a minha cabeça simplesmente decidiu fazer greve . Olho para o ecrã e as palavras parecem fugir de mim , como se estivessem a brincar às escondidas. Será que um de vinho 🍷 tinto faria bem? Dizem que o vinho faz bem ao coração ❤️, por isso, por associação de ideias, também deve fazer bem à alma de quem está com bloqueio criativo. "Por hoje é tudo até que a preguiçosa 🦥 passar!"
quinta-feira, 16 de julho de 2026
O Efeito Bola de Neve (Mas com Final Feliz!)
"E assim , mais um cantinho riscado da lista! A verdade é que o problema nunca é o ato de limpar em si, mas sim o efeito dominó que se gera assim que pegamos no pano. Começar -se por um espaço pequeno e,de repente,o trabalho multiplica-se: há lixo para despejar, a casa parece que se revolta e o pó decide fazer uma viagem guiada pelo ar, espalhando -se por todo o lado. O que era uma tarefa simples transforma-se numa verdadeira maratona. Mas a verdade é que, apesar da luta contra o pó voador, a sensação de olhar para o espaço ao lado do guarda - vestidos e vê-lo impecável compensa cada espirro. É mais um recanto pronto, limpo e acolhedor para receber o inverno. Sabe tão bem olhar para ali e sentir o dever cumprido!". Até próxima desafio dos estores.🙏 ," E tu, já passaste por uma situação destas? Como é que lidas com isso? Conta-me a tua história aqui nos comentários!".
A coragem que começa na borda da cama ( e a saga do meu guarda - vestidos)
Bom dia, cá estou eu. Sentada na borda da cama, a olhar fixamente para aquele cantinho ao lado do meu guarda - vestidos. Quem me vê assim,pensa que estou só a descansar, mas a verdade é que estou a travar uma batalha silenciosa: a ganhar coragem para começar. Quem tem quarto pequeno sabe perfeitamente do que falo. Aqui, qualquer arrumação transforma-se num verdadeiro puzzle ou numa aula de ginástica localizada. Para chegar ao meu objetivo de hoje, não basta abrir a gaveta. Tenho de puxar o alçado do móvel --- e sim , custa a puxar, exige força física e uma boa dose de paciência para não bater em nada. O meu alvo são duas pequenas caixas cheias de "coisas"que precisam de uma volta urgente , porque estou a preparar a minha casa para o inverno, uma forma de carinho para mim e para a minha casa. Por agora vou arregaçar as mangas e deitar mãos à obra.
O Quadro Vivo do Fim do Dia
O céu não é apenas espaço; ao fim de cada tarde, ele se faz tela. Como um artista que não teme misturar a melancolia da noite com a vibração da vida,o horizonte se veste de gala. Há um drama silencioso e belo que se desenrola diante dos nossos olhos: os tons mais escuros e profundos da noite que se aproxima começam a abraçar o firmamento, mas não sem antes dar passagem a uma última e gloriosa explosão de cor. É o alaranjado vibrante que rasga as nuvens, quente e vivo, como um braseiro que insiste em aquecer a alma. Logo abaixo,quase tímido, mas incrivelmente luminoso,o amarelo claro se derrama como ouro líquido na linha do horizonte, suavizando a transição e trazendo uma paz quase sagrada à despedida da luz. Contemplar esse espetáculo é lembrar que a maior beleza da vida está na impermanência. Esse quadro vivo, pintado em tempo real pelo próprio universo, dura apenas alguns minutos, mas é o suficiente para nos roubar o fôlego, acalmar o peito e nos fazer agradecer pelo simples privilégio de poder enxergar. Que o calor ♨️ dessas cores permaneça no coração mesmo depois que a noite cair .🍂 felizarda Drumond 16/julho 2026.
terça-feira, 14 de julho de 2026
14 de junho de 2026
Hoje foi um daqueles dias em que a verdadeira batalha começou antes mesmo de eu passar pela porta 🚪. Houve uma luta silenciosa entre a vontade de ficar e a necessidade de ir, mas eu venci. Escolhi calçar os tênis, enfrentar o caminho e dar a minha volta. Foram dois quilómetros para lá e dois quilómetros para cá. Quatro quilómetros de asfalto mas que pesam como a montanha conquistada. A cada passo na ida,fui deixando para trás a hesitação . A cada que passo no regresso, fui trazendo comigo a certeza de que a minha força continua aqui. Se há uma lição que guardo de hoje, é esta: eu ainda consigo. O meu corpo respondeu, a minha mente resistiu e eu consegui dar a volta ----- em todos os sentidos da frase. Que o orgulho que sinto agora; enquanto escrevo estas linhas, fique guardado na memória para os dias mais cinzentos.
Eu sou capaz. Hoje provei-o a mim mesmo.
Bom dia amigos desabafos para ganhar força, porque não é sinal fraqueza.🌹🌹🌹🌹
segunda-feira, 13 de julho de 2026
Eco de Vidro Partido
A sinceridade é um cristal transparente. Quando confie em ti , entreguei-te esse vidro nas mãos, sem medo, acreditando que ias cuidar do seu brilho tanto quanto eu. Desarmei o meu peito e fiz da tua presença o meu porto seguro.
Mas o que fizeste foi outra coisa.
Pelas costas, transformaste as minhas verdades em moedas de troca, espalhando palavras sussurradas à sombra, onde sabias que eu podia ouvir. O eco da tua traição chegou até mim, não como um sussurro, mas como o som de algo precioso a quebrar-se no chão. E vidro partido não se cola; corta.
Quem escolhe a penumbra das minhas costas para falar,perde para sempre o direito à luz do meu olhar. Não há espaço para o teu ruído no meu silêncio. Por isso , recolho o resto de mim e fecho o livro. Este ponto final não é desenhado com raiva, mas com a tinta da minha própria dignidade. Afasto-me sem olhar para trás, porque quem não soube abrigar a minha alma, nunca mais saberá onde me encontrar.
Felizarda Drumond.
O Tempo e a Maturidade: A Arte de saber viver.
Quando somos mais novos, vivemos com a ilusão de que o tempo é infinito. Dias , meses e anos parecem estender -se à nossa frente com um horizonte que nunca mais acaba. Nessa pressa da juventude, é fácil viver no piloto automático, sem dar valor aos pequenos momentos, à rotina ou ao milagre que é acordar todos os dias. Os jovens correm atrás do futuro, esquecendo -se de habitar o presente. Só com o passar dos anos e com a chegada da maturidade é que os nossos olhos se abrem para a verdadeira beleza da vida. Percebemos que o tempo é o bem ❤️🩹 mais precioso que temos ----- e que ele não volta ➰ atrás. Aprendemos que a verdadeira felicidade não está nas grandes correrias, mas 🙂↕️ na voltinha que damos de manhã,no sabor do pequeno almoço, no cuidado que temos com a nossa casa e no civismo de zelar pelo que é de todos. Enquanto uns insistem em desrespeitar as regras e em desperdiçar os seus dias com o que não importa, quem tem a sabedoria da idade sabe que cada minuto é uma dádiva. Ter a consciência de que qualquer tarefa cumprida é um triunfo é o sinal de uma vida plena. A juventude pode ter força, mas é a maturidade que tem o privilégio de saber saborear o tempo.
Felizarda Drumond Faustino. 13/07/26.
domingo, 28 de junho de 2026
Sempre lutei contra o tempo.
Sempre lutei contra o tempo,
Sempre lutei para amar.
Só que o mundo tem espinhos
Que não podemos limpar
E assim passam os anos.
Até a vida acabar.
Mas se o tempo é compasso
Que não podemos deter,
Que a pressa não mude o traço
do que insistimos em ser.
Se a ferida é memória
do espinho que se pisou,
o cicatrizar é história
de quem,no fim, não quebrou.
Não há de ser o cansaço
que nos vai fazer parar;
enquanto houver um espaço,
ainda valerá amar.
Que a vida passe no vento,
mas salvamos o coração.
Felizarda Faustino
Memórias que não apagam.
O colar da minha mãe,
que eu tanto admirava,
Não era pérola verdadeira.
Mas para mim era esmeralda.
O colar que em criança.
Sempre o vi colocar,
mais tarde quando cresci.
Ainda o vim a usar.
Não é preciso ser rico.
Para conseguir brilhar,
Que o colar que ela tinha,
Todos podiam comprar.
O colar da minha mãe.
Que eu ando a recordar,
São coisas de criança,
Que não consigo apagar.
Felizarda Faustino .
segunda-feira, 22 de junho de 2026
sexta-feira, 12 de junho de 2026
O confronto Diário: Mente vence o corpo.
Os anos avançam e, com eles, parece surgir uma resistência silenciosa. Sinto o corpo mais pesado, como se cada movimento exigisse um esforço,extra,e, ironicamente,o cérebro 🧠 parece conspirar a favor dessa inércia, encontrando justificativas para a preguiça 🦥 que se instala. Hoje percebo que levantar para a higiene pessoal,sair para caminhar ou simplesmente ir ao café tornou -se um exercício de vontade. É uma luta diária contra a gravidade física e a hesitação mental. Mas no meio desse confronto, uma certeza se impõe: Eu não posso me deixar vencer. O movimento é a vida, sei que,se parar agora a inércia só aumentará. Por isso, decidi que não vou mais negociar com o cansaço. A partir de agora a ação vem antes da vontade. Vou tratar cada pequena tarefa ---- o banho,a caminhada 🥾; o café ---- como uma vitória necessária. Afinal, a disciplina de continuar em movimento é o que garante que eu continue a ser dono do meu próprio caminho. 12 / 6/2026.
O Dia em que a Mente me pregou uma partida. Coisas que escrevo.
Há dias em que a nossa cabeça decide seguir um guião próprio, completamente desalinhado da realidade. Hoje foi um desses dias. Saí de casa a correr para despachar umas voltas rotineiras. Entrei no carro, fechei a porta e,num daqueles olhares automáticos e mecânicos para o retrovisor e para o tablier,a minha mente decretou, sem grande espaço para dúvidas: "Não tens gasolina. Tens de abastecer". Fiquei com aquela ideia fixa. Fiz as minhas voltas sempre com o" lembrete a piscar no fundo do pensamento: bomba de gasolina. Terminadas as tarefas dirigi- me finalmente ao posto de abastecimento composta, por isso escolhi uma fila e coloquei-me,à espera da minha vez. Sempre focada no objetivo de encher o depósito. Estávamos ali todos ordeiramente à espera da nossa vez quando,de repente o primeiro carro da fila da frente atesta e sai. Nisto,abre-se uma vaga na bomba. E aí que surge o " artista ": uma carrinha de um turista alemão ____daquelas típicas de rolar na estrada ------ ,vinda do nada, dá a volta e enfia-se descaradamente na bomba livre , ignorando por completo toda a gente que já ali estava a secar. Os outros condutores ficaram a olhar,provavelmente incrédulos ou na defensiva, mas eu não sou de calar. Quem cala consente. E se nós consentíssemos aquele senhor, armando em turista espertalhão, vinha fazer na minha terra aquilo que de certeza não se atreve a fazer na dele. Não estive com meias medidas: deitei -me à buzina com uma força tal que o barulho ecoou pelo posto de combustível inteiro. Foram as minhas apitadelas que não deu margem para dúvidas. O senhor turista percebeu logo a mensagem, sentiu a pressão deu meia volta com a carrinha e foi parar direitinho ao fim da fila,onde já devia estar desde o início. Assim que a carrinha recuou fez-se notário ambiente em redor. Toda a gente na estação de serviço olhou para mim e começou a rir, num misto de cumplicidade e agradecimento. Alguém tinha de ter iniciativa de fazer justiça e hoje esse papel foi meu. A justiça das bombas de gasolina foi reposta! Chegou finalmente a minha vez. Saí do carro, agarrei na mangueira,atestei o depósito e paguei. E foi precisamente aí, já não saída da bomba de gasolina, depois de ter feito o serviço todo, que olhei com atenção para o painel e reparei no maior detalhe do dia; O carro, afinal ainda tinha muita gasolina! No fundo,fui ali de propósito sem necessidade nenhuma. A minha cabeça pregou- me uma rasteira, é verdade, mas valeu a pena: se não fosse essa ilusão o alemão tinha feito a dele e a justiça da bomba de gasolina não tinha sido reposta! Um bombeiro que estava à porta do posto ----- já que o posto de gasolina é junto com o posto dos bombeiros ----- assistiu a tudo e também se começou a rir da situação. Ao ver a reação de,respondi logo: Peço desculpa, mas com a minha idade já não tenho paciência para aturar pessoas atrevidas que querem passar à frente dos outros, fazendo de nós parvos.
terça-feira, 12 de maio de 2026
segunda-feira, 13 de abril de 2026
domingo, 12 de abril de 2026
segunda-feira, 30 de março de 2026
sexta-feira, 20 de março de 2026
domingo, 8 de março de 2026
sábado, 7 de março de 2026
Ilha de Porto Santo.
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Já alguma vez fizeste férias na minha ilha Natal, experimenta indo uma vez jamais irás esquecer.
"Nasci onde o oceano abraça a terra e o horizonte é o meu primeiro jardim". "Sou filha do sal e do sol, moldado pelas ondas da ilha que me viram crescer".





















