Sempre lutei contra o tempo,
Sempre lutei para amar.
Só que o mundo tem espinhos
Que não podemos limpar
E assim passam os anos.
Até a vida acabar.
Mas se o tempo é compasso
Que não podemos deter,
Que a pressa não mude o traço
do que insistimos em ser.
Se a ferida é memória
do espinho que se pisou,
o cicatrizar é história
de quem,no fim, não quebrou.
Não há de ser o cansaço
que nos vai fazer parar;
enquanto houver um espaço,
ainda valerá amar.
Que a vida passe no vento,
mas salvamos o coração.
Felizarda Faustino