domingo, 28 de junho de 2026

Sempre lutei contra o tempo.

 Sempre lutei contra o tempo,

Sempre lutei para amar.

Só que o mundo tem espinhos 

Que não podemos limpar 

E assim passam os anos.

Até a vida acabar.

Mas se o tempo é compasso 

Que não podemos deter,

Que a pressa não mude o traço 

do que insistimos em ser.

Se a ferida é memória 

do espinho que se pisou,

o cicatrizar é história 

de quem,no fim, não quebrou.


Não há de ser o cansaço 

que nos vai fazer parar;

enquanto houver um espaço,

ainda valerá amar.

Que a vida passe no vento,

mas salvamos o coração.

Felizarda Faustino


Memórias que não apagam.

 O colar da minha mãe,

que eu tanto admirava,

Não era pérola verdadeira.

Mas para mim era esmeralda.


O colar que em criança.

Sempre o vi colocar,

mais tarde quando cresci.

Ainda o vim a usar.


Não é preciso ser rico.

Para conseguir brilhar,

Que o colar que ela tinha,

Todos podiam comprar.


O colar da minha mãe.

Que eu ando a recordar,

São coisas de criança,

Que não consigo apagar.


Felizarda Faustino .